Fora do Eixo, duplicando :)

Há uma porção de posts, nas páginas da galera que acompanhou o busão na Invasão Hacker feita na inauguração da Casa Fora do Eixo em BH. Logo postamos mais alguma coisa por aqui. Mas aqui vai o link para um texto do Rodrigo Savazoni sobre a viagem, os dias de BH, raqueando, raqueando.

 

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Projetos do Transparência HackDay em Brasília

 

Fizemos uma apresentação dos nossos hacks na plenária de encerramento da Open Government Partnership (OGP ou Parceria para Um Governo Aberto, uma instituição formada por governos de países que se comprometem a adotr medidas de transparência e abertura). Bem diferente do clima dos dias do encontro — que, por sua vez, foi bem diferente do clima que rolou na sala da THacker. Um, formal, cheio de declarações de intenção. Outro, mão na massa e sem formalidade nenhuma. Transparência faça-você-mesmo.

Delegados que ainda estavam na plenária de encerramento do evento, no dia 18 de abril, e que entenderam algo do que ouviram vieram nos dizer que foi “refreshing” a apresentação sobre o Ônibus Hacker e os hacks de Brasília. Aqui embaixo, uma lista do que decidimos fazer naqueles dias. Se você quiser conversar com alguém da Thacker sobre eles, é só entrar na lista. Estamos todos lá: thackday@googlegroups.com

OGP: essas metas são importantes?

Daniela Silva e Adriano Lima trabalharam para criar um aplicativo para avaliar as metas propostas nos diferentes países na OGP. Funciona assim: as pessoas clicam no nome de seu país e dizem, meta por meta, se elas são ou não relevantes. Os compromissos assumidos pelos países estão no Data Hub.

Como construir uma lei melhor para permitir a contratação de serviços que lidem com bens não-rivais.

O Thiago Cardieri começo a construir um lugar para as pessoas comentarem artigos, parágrafos e incisos da Lei 8666 – a Lei de Licitações. A ideia é discutir duas coisas: uma, como criar mecanismos de transparência que diminuam os controles burocráticos da lei. Outra, uma alternativa para licitar a contratação de bens não-rivais (desenvolvimento de software, por exemplo), tendo como contrapartida a abertura do resultado do trabalho para a sociedade.

 

Além disso, o Cardieri começou a fazer, com a Natália Mazzote, uma proposta para apresentar ao edital Pensando o Direito, do Ministério da Justiça. Começaram a trabalhar em um projeto neste link: http://pad.thacker.com.br/p/pensandoodireito . Aí embaixo a foto do Guilherme Almeida e do Cardieri, no momento em que a ideia de apresentar o projeto surgiu.

A caixa preta dos financiamentos: para quem o BNDES e o World bank emprestam dinheiro?

Natália Mazzote, Augusto Gazir e Patrícia Cornils queriam responder esta pergunta. Ankur Nagar e Sendra Moscozo, do Banco Mundial, estiveram no HackDay apresentando o proejto de dados abertos da instituição, e nos ajudaram. O Banco Mundial começou, em 2009, a abrir dados sobre os projetos que financia desde 1947, quando foi criado, para projetos ao redor do mundo. Em novembro de 2011, publicou na internet os dados  financeirosde todos os empréstimos que realizou desde a sua criação. Os dados estão disponíveis em formato .xls e podem ser baixados, cruzados, filtrados. Já o BNDES Transparência, setor do site do BNDES para buscar informações sobre empréstimos do banco, é duro de navegar. E as (poucas e incompletas) informações que há lá estão em PDFs.

Veja aqui a comparação entre a forma dos dois bancos divulgarem os dados dos projetos que apoiam e dos empréstimos que concedem.  E abaixo, uma comparação entre as informações disponíveis sobre o projeto da Linha 5 do Metrô de São Paulo, no Banco Mundial, e da hidrelétrica de Belo Monte, no BNDES. Está em inglês, N/A quer dizer “informação não disponível”.

Ainda faltam os demais projetos — com Open StreetMap, Mapa Livre, orçamentos dos municípios de SP. Assim que puder, acabo de postar.

 

 

 

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Um encontro da OGP e uma Mansarda Hacker

07h01, domingo, 15 de abril, #partiuonibushacker
“A internet rápida está no ar.” Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos”, avisou o Zuardi. O Ônibus Hacker saiu da Casa da Cultura Digital para o encontro da Open Government Partnership (OGP), em Brasília. Reinaldo Lauton é o cara, na direção. Tiago Cardieri, Fabrício Zuardi, Adriano dos Reis Lima, Dani Silva, Pedro Markun, Pati Cornils, Natália Mazotte, Guilherme e Rufus Pollock à bordo.

 

07h10
Dani: “Quem fala inglês? Ninguém tá falando com o Rufus.” Zuardi: “Rufus, are you running your Etherpad Server?” O Cardieri estava procurando um jeito para traduzir a Lei de Acesso à Informação brasileira para o inglês e deixá-la na internet para as pessoas do encontro poderem compará-la com as de seus países – e registrar essas comparações. Pra isso era o pad. Rufus explica como funciona o Annotator, um aplicativo da Open Knowledge Foundation para anotar e fazer comentários em textos. Dá para fazer pesquisas no texto das anotações e construir bancos de dados com esses comentários e autores.

 

 

07h34
Zuardi: “Vou botar um portalzinho pra gente”. http://192.168.2.166:9001/p/hackerbus . O texto da lei traduzido pelo Cardieri ficou em http://192.168.2.166:9001/p/LAI

08h00
Paramos no Graal de Mairiporã para encher o tanque do busão. Vinte minutos, meia hora para encher tudo. Rufus desce dizendo ao Pedro Markun que está pensando em aplicar um projeto de ônibus hackers quando acabar sua fellowship na Shuttleworth Foundation – apresentar um projeto faz parte do processo da fellowship. Markun conta que estamos querendo fazer um API do Ônibus Hacker, para que as pessoas possam enxergar e, se quiserem, reproduzir nossas experiências.

 

Meia hora de fila no balcão, café e comida. Deu tempo para alguém olhar o mapa do Graal e se dar conta. “Acho que estamos fazendo um caminho meio português”, disse o Guilherme. Não é preciso passar por Belo Horizonte para ir de São Paulo à Brasília, a não ser que se queira dar uma voltinha. Demos uma voltinha. Mas foi bom, pudemos ver o desfile de fuscas que saiu do Graal prá Fernão antes da gente. Seguimos rumo à Dom Pedro para pegar a Anhanguera. Fazíamos questão de passar por Araguari. E o caminho está registrado no Open Street Maps, a partir do iPad que o Zuardi está olhando aí na foto. Logo subo o link.

08h45
Danny e Rufus colocam uma happy hour, Cerveja, Pizza & Dados Abertos, na agenda da Casa da Cultura Digital. O laptop pulou várias vezes do colo de um para o outro. Marcado. Dia 23, segunda-feira, na Casa 2.

Entramos no ônibus e o Markun diz pro Cardieri: “Usa o Annotator e pede pro Rufus ir programando as coisas que você achar que faltam”. Cardieri já tinha uma primeira versão da lei em inglês. “Nossa, você traduz rapidinho”, me admirei. “Não sou eu, é o Google Translator”.

13h00
Cardieri puxa uma conversa no fundão do ônibus, sobre a Lei 8666. Existe uma consulta pública, em andamento, sobre mudanças na Lei de Licitações. Estamos conversando sobre isso em uma thread na lista da THacker. Além da imensa burocracia, do fato de que a lei não consegue cumprir sua meta – a de evitar a corrupção –, pequenas e inovadoras empresas e desenvolvedores independentes só podem participar de projetos com valor menor de R$ 8 mil.

Começamos a pensar em uma maneira de fazer isso, que é criar uma categoria — não obrigatória, os governos poderiam optar por usá-la — nas licitações, para a aquisição de bens-não rivais. Mas como definir o que poderia entrar nessa nova categoria? Pensamos em propor uma alternativa para a contratação de serviços que visam produzir bens não-rivais – aqueles que, após produzidos uma vez, podem ser compartilhados por diversas vezes sem perder o seu valor (e – nós acreditamos – ganham ainda mais valor público quando isso acontece). Maçãs são diferentes de ideias, assim como estádios de futebol são diferentes de softwares, sites, pesquisas, especificações técnicas, consultorias, etc… Faz sentido que as contratações públicas considerem essa diferença.

Quase uma da manhã e Dani e Cardieri ainda discutiam como explicar a possibilidade de diferenciar bens rivais e não-rivais em uma lei de licitações.

16h20 a 18H20
Jogamos Brasil, País de Tolos. A Natália deu um “Distraídos Venceremos” e ganhou com folga. Depois de muitas cartas, personagens e tentativas vis do Cardieri e do Markun de arrasar a banca (dos demais) e da Dani tentar usar o Pelé para ganhar uns pontins – e não conseguir – eu e ela ficamos na lanterna. O jogo, um dos que o Guilherme inventou na Quequeré (veja aqui na lista da THacker uma conversa sobre os jogos da Quequeré), é ótimo. Conversamos um tanto sobre como usar o Catarse para fazer a primeira edição do País de Tolos, desenvolver o Petróleo, bombar a Quequeré.

19h21
Passamos por Catalão, estamos em Goiás, horas de estrada. O Corinthias fez dois na Ponte Preta, o São Paulo tomou de 2X1 do e o Palmeiras… sem comentários. “Já liguei para minha mãe para sacanear”, diz o Reinaldo. Vai Timão!, grita ele lá na frente, na direção. “Passou por cima!”. Chegamos em Brasília às onze da noite. A mansarda é massa.

 

(Quem escreveu esse texto aí em cima foi a Pati, com ajuda do Pedro, da Dani e da Natália).

 

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Hackeria em Ribeirão Preto: Mapas

( Originalmente publicado em http://www.openstreetmap.org/user/Fabricio%20Zuardi/diary/16515 )

The hacker bus trip to Ribeirão Preto was awesome! And I think I need to do a follow up on my previous entry regarding how the mapping parties went now that the contributions are online and I am back at São Carlos…

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We stayed in Ribeirão Preto for 3 days, and visited 3 different neighborhoods one each day: Branca Salles, Quintino Faci and Campos Elíseos, but the mapping efforts happened only on the latest 2, on the first day the bus arrived late and there was no time for me to kickstart the workshop.

Anyways, both Thursday and Friday we met a bunch of students (12-14 years old) and the bus crew split them into different activities during the afternoons. For the mapping effort we gathered 8 students on each day.

We began the workshop explaining to them what OSM is and why should they care to build their own neighborhood map. Then we putted on paper the names of all the nearby street that they knew, and also the ones they didnt knew so we could later go there and find out.

Mapa do Reinaldo depois do passeio.

After that we borrowed used cameraphones and cameras for the ones that didnt had one and formed two teams of 4 so we could go out on the streets and start taking pictures of street name signs, corners, bus stops, public telephones and other points of interest. Each team left with one GPS logger as well.

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At the end of each session we copied all photos to a machine with JOSM and quick showed the trace with the auto-guess pictures in them.

Look at my watch

Our time was short, so unfortunately we couldnt show deeply how to trace the actual streets and upload to OSM, but we got their emails in order to send them the assembled map once it got online afterwards.

Also, I’ve recorded a screencast demo’ing my JOSM workflow for photomapping.

Here is the map of the first day/neighborhood:

http://www.openstreetmap.org/?box=yes&bbox=-47.78564,-21.12164,-47.77765,-21.1313

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And here is the map of the second one:

http://www.openstreetmap.org/?box=yes&bbox=-47.81192,-21.17086,-47.80187,-21.164

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For more pictures visit my album on flickr or Julio Boaro’s album on Google+

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Hackeria em Ribeirão Preto

De quarta (12) a sexta (14) da semana passada, Eu (Lívia), Dani, Pedro, Julio, Belasco, Liane, Zuardi, Reinaldo e Thiago fomos com o busão pra Ribeirão Preto. O Sesc chamou a gente para integrar a programação do Hackeria e como temos uma base móvel (yes!), nossa agenda foi itinerante.

As oficinas foram realizadas nos bairros Branca Salles, Quintino Facci II e Campos Elíseos. Vamos (tentar) subir uns posts mais bacanas sobre cada oficina, mas enquanto isso:

Neste pad, estamos documentando o que foi feito, o que deu certo, o que faltou e jogando ideias.

Aqui as fotos do Boaro. E o vídeo que o Zuardi produziu sobre Oficina de Mapeamento.

Photo mapping Ribeirão Preto (Ônibus Hacker) from fczuardi on Vimeo.

 

 

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Duplo Twist Carpado no Restinga

Saímos com 16 pessoas do Gasômetro para o Restinga: Belasco, Zuardi, Lívia Ascava e Amorin, Liane, Murilo e Trevisani, da THacker; Mari Messias e Vinícius Perez, do Ponto Eletrônico; Isabella, da Cúpula dos Povos; Dona Ivonete, da Cufa e também uma Mulher da Paz; Vinícius Russo, da Carta Maior; Major Linch, da Secretaria de Segurança; e mais duas pessoas (que eu esqueci o nome e eram do Hackerspace de PoA e de um site de notícias. quem lembra?).

No caminho, o Major Linch falou sobre o bairro e o Programa Territórios da Paz, que atua em quatro periferias de Porto Alegre como uma Unidade Pacificadora. A diferença básica entre um e outro é que enquanto as UPPs têm bases fixas, o Territorio da Paz têm unidades móveis. São ônibus que circulam entre o bairro e estacionam em pontos diversos.

Assim que estacionamos, cerca de 30 crianças corriam em busca de internet, jogos, computador. É que a Secretaria de Segurança fez uma divulgação torta da nossa ação. Avisou a comunidade que era parecida com uma conduzida há dois meses pelo Sesc, também com um ônibus, mas na pegada de inclusão digital.

Dois minutos de silêncio depois… montamos a tenda e a Liane e o Zuardi tiraram duas oficinas do bolso-do-batman: Stencil e Estrela Ninja. Gênios.

Enquanto isso, rolou uma tentativa de visitar o Telecentro local e um papo com os caras da PM que estavam na base. Eles disseram que está tudo ótimo, viu? Tem escola, hospital, aparelhos públicos o suficiente pros 156 mil moradores. Risos. Poucas pessoas do bairro estavam presentes, umas duas Mulheres da Paz (que realizam a ponte entre a população e a PM). Uma delas, ao ser perguntada pelo Belasco na frente da PM se eles tinham alguma rádio comunitária na região, riu e disse: Isso é coisa nossa. O Major foi embora logo, para que ficassemos mais confortáveis. Não precisava.

No final das contas, a invasão foi bem diferente do que esperávamos, a comunicação foi errada, não teve conversa confortável ou desconfortável. Mas a Liane e o Zuardi arrasaram nas oficinas e se você perguntar pra uma dessas crianças o que é um hacker, é possível que ela responda: Um curioso. \o/

 

 

 

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Se liga

na vinheta pra Rádio Busão que o Zuardi fez agorinha: Busao vinheta 1. Se quiser fazer uma também, a gente gosta! Daí manda pro radio@onibushacker.org

 

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Chamada para ação no Restinga

Amanhã é nosso último dia em Porto Alegre e para encerrar as atividades o busão estará num dos maiores bairros da cidade, o Restinga.

A convite da Secretaria de Segurança Pública – que aparentemente não curtiu a ideia de sermos um Ônibus Hacker e nos creditaram como Ônibus DIGITAL – organizaremos oficinas e rodas de conversa (a princípio) sobre dados abertos, transparência e segurança pública.

No Busão ainda tem espaço para quem quiser sair do Gasômetro com a gente. Anote e compartilhe a agenda do dia aí:

• 11h: Atividades preparatórias (articulação com lideranças da Restinga, roda de conversa sobre o bairro, etc) no Gasômetro

• 13h: Saída para o Restinga atividades autogestionadas (junto ao posto móvel da Brigada Militar, na rua Belize, em frente à Escola José do Patrocínio)

• 19h: Retorno

O Restinga

A história de uma das maiores periferias da cidade começa nas décadas de 40/50 quando o êxodo rural aumentou 70% da população da capital. Os imigrantes do interior do estado se concentraram em três vilas – Ilhota, Theodora e Marítimos. Daí que em 1966, para afastar a pobreza e as submoradias da região (Alô Cracolândia, Moinho, Pinheirinho! Alô, periferia!) o Departamento Municipal de Habitação removeu à força essas pessoas para uma área despovoada e, claro, sem estrutura básica, como transporte público, energia, água. Caminhão pipa a cada quinze dia, para se ter uma ideia do perrengue.

Mão de obra abundante é mão de obra barata, a industrialização gaúcha já tinha passado do seu pico de desenvolvimento e sabe-como-é… Na década de 80 um Parque Industrial é criado em torno do bairro, o que não muda o previsível final da história. Como consequência da falta de planejamento urbano e de políticas públicas decentes: a Tinga é praticamente uma cidade dormitório, os índices de desemprego e homicído continuam altos e a escolaridade baixa.

Hoje, de acordo com o último censo do IBGE, cerca de 50 mil pessoas vivem no Restinga. Já a Caixa Econômica Federal, que trabalha há 20 anos no local, estima 130 mil e o Centro Administrativo Resgional fala de 157 mil habitantes, a partir dos dados fornecidos pelos profissionais de saúde da família. Entre os motivos da divergência está a irregularidade de grande parte da moradia. Ou seja, é possível que o dobro da população oficial simplesmente não exista para o Estado.

Territórios da Paz

Com o objetivo de pacificar o Restinga, é implementado o Programa da Secretaria Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) para transformar a área no que chamam de Territórios da Paz. O processo envolve tanto intervenções sociais quanto intensificação do policiamento comunitário com unidades móveis da Polícia.

Nós procuramos mais informações sobre o Territórios da Paz / Pronasci mas elas são escassas e clareza não é o forte. Amanhã vamos descobrir e contamos num próximo post.

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Ao Pinheirinho

“Todos os fracos, todos os inúteis, todos os doentes e todos os sacrificados expedidos a êsmo,como o rebotalho das gentes, para o deserto.

(…)

A preocupação exclusiva dos poderes públicos consistia no libertá-las quanto antes daquelas invasões de bárbaros moribundos que infestavam o Brasil. Abarrotavam-se, às carreiras, os vapôres, com aquêles fardos agitantes consignados à morte. Mandavam-nos para a Amazônia – vastíssima, despovoada, quase ignota – o que eqüivalia a expatriá-los dentro da própria pátria.

A multidão martirizada, perdidos todos os direitos, rotos os laços de família, que se fracionava no tumulto dos embarques acelerados, partia para aquelas bandas levando uma carta de prego para o desconhecido; e ia, com os seus famintos, os seus febrentos e os seus variolosos, em condições de malignar e corromper as localidades mais salubres do mundo.

(…)

Nunca, até aos nossos dias, a acompanhou um só agente oficial, ou um médico. Os banidos levavam a missão dolorosíssima e única de desaparecerem…E não desapareceram. 

Homenagem ao Pinheirinho, enviada pela Patrícia Cornils para a Rádio Busão Hacker: O Paraíso Perdido – Euclides da Cunha.

Na sequência, Adoniran com seu Despejo na Favela.

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Agenda: Quinta-feira (26/01) em PoA

Na Usina do Gasômetro, ao lado da Praça de Alimentação:

• Das 11h até 19h: Rádio Livre Busão Hacker FM no ar

• Das 13h até 15h: Conversa sobre Rádio Livre

• Das 16h até 17h: Oficina de Stencil

 

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