O Ônibus Hacker foi financiado coletivamente, por 464 pessoas, que doaram de 10 a 5.000 reais para ver a ideia se concretizar. Isso é possível, pois alguns sites, como o Catarse, no Brasil, disponibilizam o sistema que descentraliza o processo de financiamento. Funciona assim: Qualquer pessoa pode publicar seu projeto, apresentando o orçamento necessário para que ele se concretize, com cotas de doação e prazo para a captação de recursos. A lógica é a mesma de financiamento de projetos convencional. Um produto, um orçamento, contrapartidas e financiadores.
Após a publicação, não é possível mudar nenhum ponto. O site administra todas as doações que chegam e caso o valor total não seja arrecadado, o dinheiro volta para quem doou – o que dá aos doadores uma certa segurança. Já a divulgação, fica por conta de quem apresenta o projeto.
O Ônibus Hacker foi o primeiro projeto com orçamento acima de 30 mil financiado pelo Catarse – que existe há seis meses e viabilizou a realização de 50 projetos dos 72 que já tiveram o prazo encerrado, somando 500 mil arrecadados.
Nós pedimos 40 mil. Arrecadamos R$ 58.593,00 (146% do valor total). Dois dias antes do prazo ser encerrado, faltava 50%. Nessas 48 horas, uma grande mobilização em canais como Facebook e Twitter aconteceu. O resultado foi surpreendente, 464 pessoas mobilizadas, sendo que delas, 336 estavam participando pela primeira vez de um financiamento coletivo.
Além da compra do ônibus, o valor arrecadado será utilizado para reformálo e equipá-lo com criatividade. Reuniremos pessoas, comunidades e empresas dispostas a tornar o Ônibus Hacker uma plataforma altamente tecnológica e inovadora. Outro destino para a grana é garantir as primeiras viagens. E vale lembrar que quem participa delas não recebe por isso. Desde os primeiros encontros da Transparência Hacker até a realização do projeto, a motivação foi sempre a mais potente que existe: participar e colaborar com projetos e ideias nas quais acreditamos

2 Comentários
Boa tarde!
Eu sou repórter do Portal R7 e gostaria de fazer uma viagem no ônibus com uma câmera na mão, mostrando o que é feito e entrevistando os envolvidos para uma notícia em formato de mini documentário. O que acham? Eu mandei o recado por aqui porque não encontrei o telefone de contato.
abs,
Boa tarde,
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