Projetos do Transparência HackDay em Brasília

 

Fizemos uma apresentação dos nossos hacks na plenária de encerramento da Open Government Partnership (OGP ou Parceria para Um Governo Aberto, uma instituição formada por governos de países que se comprometem a adotr medidas de transparência e abertura). Bem diferente do clima dos dias do encontro — que, por sua vez, foi bem diferente do clima que rolou na sala da THacker. Um, formal, cheio de declarações de intenção. Outro, mão na massa e sem formalidade nenhuma. Transparência faça-você-mesmo.

Delegados que ainda estavam na plenária de encerramento do evento, no dia 18 de abril, e que entenderam algo do que ouviram vieram nos dizer que foi “refreshing” a apresentação sobre o Ônibus Hacker e os hacks de Brasília. Aqui embaixo, uma lista do que decidimos fazer naqueles dias. Se você quiser conversar com alguém da Thacker sobre eles, é só entrar na lista. Estamos todos lá: thackday@googlegroups.com

OGP: essas metas são importantes?

Daniela Silva e Adriano Lima trabalharam para criar um aplicativo para avaliar as metas propostas nos diferentes países na OGP. Funciona assim: as pessoas clicam no nome de seu país e dizem, meta por meta, se elas são ou não relevantes. Os compromissos assumidos pelos países estão no Data Hub.

Como construir uma lei melhor para permitir a contratação de serviços que lidem com bens não-rivais.

O Thiago Cardieri começo a construir um lugar para as pessoas comentarem artigos, parágrafos e incisos da Lei 8666 – a Lei de Licitações. A ideia é discutir duas coisas: uma, como criar mecanismos de transparência que diminuam os controles burocráticos da lei. Outra, uma alternativa para licitar a contratação de bens não-rivais (desenvolvimento de software, por exemplo), tendo como contrapartida a abertura do resultado do trabalho para a sociedade.

 

Além disso, o Cardieri começou a fazer, com a Natália Mazzote, uma proposta para apresentar ao edital Pensando o Direito, do Ministério da Justiça. Começaram a trabalhar em um projeto neste link: http://pad.thacker.com.br/p/pensandoodireito . Aí embaixo a foto do Guilherme Almeida e do Cardieri, no momento em que a ideia de apresentar o projeto surgiu.

A caixa preta dos financiamentos: para quem o BNDES e o World bank emprestam dinheiro?

Natália Mazzote, Augusto Gazir e Patrícia Cornils queriam responder esta pergunta. Ankur Nagar e Sendra Moscozo, do Banco Mundial, estiveram no HackDay apresentando o proejto de dados abertos da instituição, e nos ajudaram. O Banco Mundial começou, em 2009, a abrir dados sobre os projetos que financia desde 1947, quando foi criado, para projetos ao redor do mundo. Em novembro de 2011, publicou na internet os dados  financeirosde todos os empréstimos que realizou desde a sua criação. Os dados estão disponíveis em formato .xls e podem ser baixados, cruzados, filtrados. Já o BNDES Transparência, setor do site do BNDES para buscar informações sobre empréstimos do banco, é duro de navegar. E as (poucas e incompletas) informações que há lá estão em PDFs.

Veja aqui a comparação entre a forma dos dois bancos divulgarem os dados dos projetos que apoiam e dos empréstimos que concedem.  E abaixo, uma comparação entre as informações disponíveis sobre o projeto da Linha 5 do Metrô de São Paulo, no Banco Mundial, e da hidrelétrica de Belo Monte, no BNDES. Está em inglês, N/A quer dizer “informação não disponível”.

Ainda faltam os demais projetos — com Open StreetMap, Mapa Livre, orçamentos dos municípios de SP. Assim que puder, acabo de postar.

 

 

 

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Published:22 de abril de 2012

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