Um encontro da OGP e uma Mansarda Hacker

07h01, domingo, 15 de abril, #partiuonibushacker
“A internet rápida está no ar.” Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos”, avisou o Zuardi. O Ônibus Hacker saiu da Casa da Cultura Digital para o encontro da Open Government Partnership (OGP), em Brasília. Reinaldo Lauton é o cara, na direção. Tiago Cardieri, Fabrício Zuardi, Adriano dos Reis Lima, Dani Silva, Pedro Markun, Pati Cornils, Natália Mazotte, Guilherme e Rufus Pollock à bordo.

 

07h10
Dani: “Quem fala inglês? Ninguém tá falando com o Rufus.” Zuardi: “Rufus, are you running your Etherpad Server?” O Cardieri estava procurando um jeito para traduzir a Lei de Acesso à Informação brasileira para o inglês e deixá-la na internet para as pessoas do encontro poderem compará-la com as de seus países – e registrar essas comparações. Pra isso era o pad. Rufus explica como funciona o Annotator, um aplicativo da Open Knowledge Foundation para anotar e fazer comentários em textos. Dá para fazer pesquisas no texto das anotações e construir bancos de dados com esses comentários e autores.

 

 

07h34
Zuardi: “Vou botar um portalzinho pra gente”. http://192.168.2.166:9001/p/hackerbus . O texto da lei traduzido pelo Cardieri ficou em http://192.168.2.166:9001/p/LAI

08h00
Paramos no Graal de Mairiporã para encher o tanque do busão. Vinte minutos, meia hora para encher tudo. Rufus desce dizendo ao Pedro Markun que está pensando em aplicar um projeto de ônibus hackers quando acabar sua fellowship na Shuttleworth Foundation – apresentar um projeto faz parte do processo da fellowship. Markun conta que estamos querendo fazer um API do Ônibus Hacker, para que as pessoas possam enxergar e, se quiserem, reproduzir nossas experiências.

 

Meia hora de fila no balcão, café e comida. Deu tempo para alguém olhar o mapa do Graal e se dar conta. “Acho que estamos fazendo um caminho meio português”, disse o Guilherme. Não é preciso passar por Belo Horizonte para ir de São Paulo à Brasília, a não ser que se queira dar uma voltinha. Demos uma voltinha. Mas foi bom, pudemos ver o desfile de fuscas que saiu do Graal prá Fernão antes da gente. Seguimos rumo à Dom Pedro para pegar a Anhanguera. Fazíamos questão de passar por Araguari. E o caminho está registrado no Open Street Maps, a partir do iPad que o Zuardi está olhando aí na foto. Logo subo o link.

08h45
Danny e Rufus colocam uma happy hour, Cerveja, Pizza & Dados Abertos, na agenda da Casa da Cultura Digital. O laptop pulou várias vezes do colo de um para o outro. Marcado. Dia 23, segunda-feira, na Casa 2.

Entramos no ônibus e o Markun diz pro Cardieri: “Usa o Annotator e pede pro Rufus ir programando as coisas que você achar que faltam”. Cardieri já tinha uma primeira versão da lei em inglês. “Nossa, você traduz rapidinho”, me admirei. “Não sou eu, é o Google Translator”.

13h00
Cardieri puxa uma conversa no fundão do ônibus, sobre a Lei 8666. Existe uma consulta pública, em andamento, sobre mudanças na Lei de Licitações. Estamos conversando sobre isso em uma thread na lista da THacker. Além da imensa burocracia, do fato de que a lei não consegue cumprir sua meta – a de evitar a corrupção –, pequenas e inovadoras empresas e desenvolvedores independentes só podem participar de projetos com valor menor de R$ 8 mil.

Começamos a pensar em uma maneira de fazer isso, que é criar uma categoria — não obrigatória, os governos poderiam optar por usá-la — nas licitações, para a aquisição de bens-não rivais. Mas como definir o que poderia entrar nessa nova categoria? Pensamos em propor uma alternativa para a contratação de serviços que visam produzir bens não-rivais – aqueles que, após produzidos uma vez, podem ser compartilhados por diversas vezes sem perder o seu valor (e – nós acreditamos – ganham ainda mais valor público quando isso acontece). Maçãs são diferentes de ideias, assim como estádios de futebol são diferentes de softwares, sites, pesquisas, especificações técnicas, consultorias, etc… Faz sentido que as contratações públicas considerem essa diferença.

Quase uma da manhã e Dani e Cardieri ainda discutiam como explicar a possibilidade de diferenciar bens rivais e não-rivais em uma lei de licitações.

16h20 a 18H20
Jogamos Brasil, País de Tolos. A Natália deu um “Distraídos Venceremos” e ganhou com folga. Depois de muitas cartas, personagens e tentativas vis do Cardieri e do Markun de arrasar a banca (dos demais) e da Dani tentar usar o Pelé para ganhar uns pontins – e não conseguir – eu e ela ficamos na lanterna. O jogo, um dos que o Guilherme inventou na Quequeré (veja aqui na lista da THacker uma conversa sobre os jogos da Quequeré), é ótimo. Conversamos um tanto sobre como usar o Catarse para fazer a primeira edição do País de Tolos, desenvolver o Petróleo, bombar a Quequeré.

19h21
Passamos por Catalão, estamos em Goiás, horas de estrada. O Corinthias fez dois na Ponte Preta, o São Paulo tomou de 2X1 do e o Palmeiras… sem comentários. “Já liguei para minha mãe para sacanear”, diz o Reinaldo. Vai Timão!, grita ele lá na frente, na direção. “Passou por cima!”. Chegamos em Brasília às onze da noite. A mansarda é massa.

 

(Quem escreveu esse texto aí em cima foi a Pati, com ajuda do Pedro, da Dani e da Natália).

 

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Published:16 de abril de 2012

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One Comment

  1. Posted 17 de abril de 2012 at 1:34 | Permalink

    Curti 😉

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