Chamada: Busão e Pimp my Carroça

O Pimp my carroça é mais um projeto fodástico viabilizado pelo Catarse. O Mundano conseguiu reunir um monte de gente que doou, divulgou e acreditou no projeto que vai graffitar um punhado de carroças de Catadores de lixo no dia 03 de junho, das 9h às 17h, no Vale do Anhangabaú.

O Busão vai estacionar por lá com oficinas e intervenções relacionadas ao tema do lixo – produção e destino – e, consequentemente, dos catadores para acontecer durante o encontro.

Já surgiram algumas ideias na lista (aliás, entraí!)

• A Pati e o Markun toparam uma oficina de Projeto de Lei + Queremos Saber e colaborar na realização de um vídeo que remixa dados públicos sobre lixo com cenas de filmes como Estamira ou Lixo Extraordinário.

• A Jonaya vai com sua oficina de lambe e poesia hacker pra colocar nas carroças e se mais alguém ajudar, também rola visualização de dados com massinha.

• Belasco, Leo e eu com a Rádio Busão Hacker na cobertura do evento.

• Um HackDay seria bem legal, mas ainda precisamos de mais desenvolvedores, jornalistas e afins que topem tocar.

• E o Luís Leão tá dentro pro que der e vier.

Então, essa é uma Chamada pra você ocupar o busão com oficinas, ideias e colaborar com as propostas que já surgiram. Para ajudar a produça e organização das propostas, criamos um formulário.

Vai ser massa e o Gil que não vai estar no busão porque tá na produça do evento já avisou que vai chorar :)

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Mutirão da Lei de Acesso a informação

A Lei de Acesso a Informação Pública, que entra em vigor amanhã no Brasil, foi criada para garantir o direito de acesso à informação pública, que está entre os direitos fundamentais estabelecidos na Constituição. O que é informação pública? Toda informação produzida e gerenciada pelo poder público — desde prefeituras e Câmaras de Vereadores até a Presidência da República, a Anatel, a Petrobras, os tribunais de Justiça, o Congresso.

A ideia, na lei, é de que essa informação pertence à sociedade e que os órgãos públicos são obrigados a publicá-las, em formatos abertos e legíveis por computadores. A lei determina, também, que todo órgão público crie um Serviço de Informação ao Cidadão. Mas ela vale a partir de amanhã e as informações podem ser pedidas independente do serviço existir ou não. O servidor público que se recusar ou dificultar o acesso à informação sofrerá penalidades que vão desde suspensão até processo por improbidade administrativa.

Então, frases como “não podemos divulgar isso”, “preciso perguntar ao meu superior”, “para que você quer essa informação?” devem ser substituídas por respostas. E que tipo de pergunta se pode fazer? Toda pergunta que ajude, por exemplo, os articuladores de cultura a tocar suas atividades. O orçamento da Secretaria de Cultura. Que casas têm alvarás de shows. O mapa dos equipamentos culturais. Se as pessoas, coletivos, movimentos, em seus campos de interesse, não fizerem essas perguntas, a lei não vira. E nós achamos que fazer a lei virar é um jeito de transferir poder do Estado para nós — na forma de informação.

Queremos Saber — é o nome do site que a THacker colocou no ar para enviar pedidos de informação (www.queremossaber.org.br). Estamos conversando com pessoas de tudo quanto é canto — educação, cultura, reforma agrária — para mostrar o potencial disso. Além de buscar informações que ajudem, diretamente, na atuação local, redes como a FDE podem literalmente mapear temas de interesse em todo o país. Queremos fazer, com vocês, rodadas de pedidos de acesso por meio do Queremos Saber.

Caso você tenha dificuldade em 1) formatar seu pedido, 2) identificar o órgão público possuidor da informação pretendida, 3) em que formato de dados requerer a informação, coloque seu pedido na tabela “multirão de pedidos” para que voluntários o auxiliem nesse processo.

Lei (site oficial)

Lei (wiki)

Queremos Saber! (faça seu pedido aqui)

Multirão de Pedidos (caso precise de ajuda para fazer o pedido, coloque-o aqui!)

Mutirão de Pedidos (pad)

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O caminho se faz caminhando

O Zuardi mapeou nosso caminho. De São Paulo até Paraty.

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Paraty invadida!

Salve pessoal! Voltamos agorinha da última invasão hacker do busão, desta vez na simpática cidade de Paraty, onde o dom Pedro costumava curtir uma farofa entre um despacho e outro.

Levamos 15 oficinas de apropriação de tecnologia e uma festa de rua, que concentrou umas 300 pessoas na praia do Pontal. Curtição, e tempo fechado, recheado da emoção da ida, quando nossa embreagem nova tussiu e nos deixou uma madrugada de molho na estrada.

Chegamos com o ônibus uma hora depois de começadas as oficinas com a turma que já tinha ido com o transfer na madrugada, e armamos as tendas entre os espaços onde rolavam os debates e exposições de coisas legais da Virada. Poesia hacker, radio livre, TV pirata, mapeamento, e outras conversas mais rolaram simultaneamente no espaço de oficinas até o espetacular desfecho ao fim da noite: a festa mais hacker de Paraty.

Tanto a parada na estrada quanto a festa funcionaram como campo de teste para o nosso novíssimo gerador de alta tecnologia, de cinco mil Watts, que se mostrou suficiente para suprir a demanda de energia da sanha festiva do busão. Os dejotas FlynnUK e Fedel arrepiaram nas picapes, e fizeram o povo chacoalhar por cinco horas sucessivas.

Vamos publicando relatos ao longo desta semana sobre descobertas e conversas que rolaram, lembrando a todos que ficam de olho nesse canal, que temos bastante trabalho para deixar o busão pimpado, e pronto para materializar mais e mais idéias para as próximas invasões.

E vamos rodar.

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Ocuppy Frango Assado

Hoje, sete da manhã e o seu Petrucio já estava na oficina mecânica desmontando a embreagem novinha que tinhamos comprado pro busão e que tinha sido montada no dia anterior. Uma diferença mínima no tamanho da mola ferrava todo o funcionamento. Ah, a precisão. Cinco horas depois, tudo certo.

Saímos da Casa da Cultura Digital às 19h – só nove horas depois do previsto. Com 200 km de estrada, estávamos trocando ideia com o Reinaldo quando escutamos um “putaqueopariu, o pedal da embreagem caiu”. A dois quilômetros do posto mais próximo, o inimigo de verdade: pedágio. Daí não teve como, paramos.

Depois vou cubir vídeos e fotos de como foi a nossa tentativa de consertar o busão. Mas imagina o pedal colado no chão, tinha que bombear ele para que o ar saísse e assim a pressão voltasse. Começamos com a mão, depois fizemos uma gambiarra com uma corda. Um apertarva o pedal pra baixo, com as pernas. Outro puxava o pedal pra cima, com uma cordinha.

Não deu. Chamamos o guincho e 12 pizzas. O guincho chegou antes da pizza. E nos trouxe ao Frango Assado. Teremos umas duas horas de espera das vans que o pessoal do Fora do Eixo e da Virada Digital conseguiram para resgatar a galera e manter as oficinas de sábado. Enquanto isso, eu, Belasco e Trevisani ficaremos no busão, esperando o mecânico e seguimos para Paraty.

Mas ter um busão cheio de gente massa é muito foda. Tanto que a Festa Hacker já começou. No Frango Assado :)

Foto aqui: https://www.facebook.com/onibushacker

 

 

 

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Onde está o busão?

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Mixtape Ponto Eletrônico

Woohoo! Recebemos a primeira mixtape da nossa discotecagem colaborativa na Festa Hacker, que vai rolar no sábado, na Virada Digital em Paraty.

Ontem conversei com a Desi, do Ponto Eletrônico, e como eles já tem  mixtapes foderosas no site, perguntei, como quem não quer nada, se ela não toparia pensar numa dessas pra nossa festa. Ela me perguntou do que a gente gostava. Do Trevisani e do Belasco vieram sugestões de cirandas a Ramones. Contei pra ela e recebi um: “Bah, o briefing do sonhos”. E mais um “olha, a gente tem fama de pista killer. começa a tocar some todo munndo. mas acho que voces sao capazes de curtir”.

Hoje a mixtape chegou e sim, Desi, somos capazes de curtir :)

PS1: Aceitamos mais playlists, tá? Além dessa festa, teremos outras e ainda temos a Rádio Hacker no ar, na Casa da Cultura Digital e no Busão.

PS2: A Mari e o Vinicius, do Ponto Eletrônico já viajaram com a gente em Porto Alegre e fizeram essa matéria aqui e esse vídeo lindíssimo:

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Folder da Invasão Hacker Paraty, pelo Fora do Eixo

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Roupa nova

A Virada Hacker foi sucesso de crítica e público. Duas mil pessoas passaram pela Casa da Cultura Digital e 60 subiram no busão para assistir uma palestra sobre Hacktivismo. Dá pra pensar na demanda por mais umas 10 Casas de Cultura Digital e Hackers Spaces pela cidade, né?

Lá pelas duas da manhã, eu Belasco e Zuardi nos empolgamos com a empolgação do Trevisani e fomos pra São João atrás dos Mutantes. Do alto do meu 1,60 cm, só via a coroa do Sérgio Dias e o Zuardi colado na parede. Empurra pra lá, empurra pra cá, três músicas e o Belasco me levanta pra ver um pedaço de madeira com uma arte do Crânio – que viajou  com a gente pra Belo Horizonte. E se você achou estranho a prefeitura chamar um monte de graffiteiro massa e colocar a arte deles num pedaço de madeira, junte-se a nós.

O show acabou, estávamos de saída quando o Crânio apareceu. Saímos juntos em busca de outra coisa pela Virada. No caminho roubaram o celular do Zuardi e do Trevisani. O Trevisani até conseguiu o dele de volta, com o seguinte argumento: esse celular não é bom e é o meu trabalho. A taxa de brochada subiu pra 100% o que nos levou à sábia decisão de voltar pra CCD e mandar um churraquer no meio da rua.

Deu nisso:

Agora, a ideia é transformar o busão numa galeria efêmera. A cada deis meses, renovamos as artes.

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Invasão Hacker Paraty

Durante a Virada Digital, que acontece no próximo final de semana, 11, 12 e 13, o busão vai ocupar Paraty com 59 hackers e 14 oficinas – numa ação integrada entre a Casa da Cultura Digital, Transparência Hacker, Garoa Hacker Clube e Fora do Eixo. Sim, é mais gente do que banco. Por isso, 25 pessoas vão com as próprias pernas e nos encontram lá.

As oficinas acontecem durante o sábado num lugar que o pessoal da Virada ainda está ajudando a gente a encontrar. Assim que souber onde o bumba vai estacionar, aviso aqui.

Dá uma olhada na nossa programação e diz se não tá supimpa:

  • Scraping e visualização de dados – com Pedro Markun: Oficina introdutória de raspagem de dados e as possíveis visualizações desses.   Focado nos dados de orçamento da cidade de Paraty e do Governo do RJ.
  • Mapping Party (Photomapping no OpenStreetMap) – com Fabricio Zuardi: Oficina que ensina mapear ruas e pontos de interesse da sua vizinhança (locais onde o ônibus parar) usando o material disponível que pode ir desde simples papel e caneta (walking papers) até cameras, celulares e GPS loggers.
  • Visualizações de Dados com Massinha  - com Daniela Silva e Jonaya de Castro: Para crianças de 0 a 108 anos, ensina a visualizar dados utilizando massinha feita na própria oficina.
  • Queremos Saber – com Patricia Cornils: O que é informação pública, para que ela serve, quem é o dono dessa informação? Que informações existem, na rede, sobre Paraty? E o que você quer saber sobre ela? Como fazer pedidos de acesso à informação pública sobre temas que interessam aos moradores da cidade.
  • Faça você mesmo sua Rádio Livre – com Pedro Belasco e Lívia Ascava: Oficina para montagem da infraestrutura de uma rádio: da configuração da antena ao transmissor. 
  • Narrativas para rádio – com Gil Vieira, Lívia Ascava, Leonardo Foletto e Pedro Belasco: Experimentar a linguagem de sons para criar narrativas — num mundo que já se expressa, principalmente, por imagens.
  • Poesia Hacker – com Jonaya de Castro: Remix de poesias e exposição destas poesias remixadas em lambe-lambe.
  • Três nós que podem salvar sua vida… Ou não – com Pedro Belasco: Aprenda a fazer três nós de sucesso pra qualquer gambiarra
  • Faça você mesmo sua TV Pirata – com Daniel Varga e Bruna Trevisan: Oficina para criar uma emissora de TV de baixo alcance utilizando equipamentos que geralmente você possui em casa p/ receber o sinal de  TV. A oficina também discute as possibilidades artisticas de uma  emissora de TV de baixo alcance e a utilização de lixo eletronico como o  vídeo cassete.
  • Oficina de Arduíno – com Pedro Belasco: Como funciona um Arduíno e como você pode programar essa plaquinha mágica, que pode acender leds e controlar usinas nucleares.
  • Oficina de Compartilhamento & Torrent – com Leonardo Foletto: Táticas e práticas de compartilhamento de arquivos na rede, especialmente via torrent.
  • Festa Hacker – com Henrique Trevisani e Tiago Cardieri: As conversas, os encontros entre as pessoas que embarcam no busão e as que participam das oficinas são parte das atividades do Ônibus Hacker. O que nós queremos é compartlhar experiências. E a Festa Hacker é uma das oficinas onde isso acontece.
  • Feira do compartilhamento – com Leonardo Foletto, Lívia Ascava e Pedro Markun: HD com filmes, música, textos pra quem quiser espetar o pen drive e HD pegar. E HD disponivel para quem quiser deixar seus arquivos com a gente — a feira será também um posto de coleta de musicas para a programação permanente da Rádio Hacker.
  • Surpresa do Garoa Hacker Clube – com Juca, Pitanga e Gafanhoto: Na mala, o Garoa chega com suas traquitanias, uma impressora 3D, arduíno, componentes eletrônicos pra decidir junto com o público, na hora, o que fazer.
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